
Publicado originalmente na 9ª edição da Revista Líderes.
palestrante e escritor de 37 livros. u conheço e você também deve conhecer pessoas que têm tudo para ter sucesso, tanto pessoal como E profissional; para ter uma família feliz, bons amigos, uma vida confortável etc., e que… O que acontece com essas pessoas? Para entender melhor o que acontece, consultei profissionais de saúde mental e até um grupo de empresários e professores. Todos foram unânimes em afirmar que <há pessoas têm o dom de se autossabotar. Elas jogam contra si mesmas. Elas vivem dando um tiro nos próprios pés.= Será verdade? Ao pedir a esses profissionais consultados, exemplos práticos do que chamam de autossabotagem, eles enumeraram nove situações que anotei numa breve lista:
- São pessoas que ficam sempre esperando tudo de outras pessoas. Elas acreditam que outras
pessoas têm a obrigação de ajudá-las, de compreendê-las e de investir no seu desenvolvimento.
- Até pelo motivo acima, são pessoas que não sabem agradecer. Nunca agradecem e acreditam que
o que foi feito a elas não foi mais do que uma obrigação;
- São pessoas que têm o hábito de reclamar de tudo e falar mal das outras pessoas. Ficam sempre
olhando e invejando a vida alheia em vez de cuidar de sua própria vida;
- São pessoas que não ajudam, não participam; fingem não ver uma situação em que poderiam
ajudar;
- São pessoas que não acreditam no valor do estudo, do conhecimento;
- Geralmente são pessoas mal-educadas, sem polidez. São incapazes de dizer <com licença, por
favor, me desculpe, obrigado(a);
- São pessoas falsas e mentirosas. Elas mentem por qualquer bobagem; dizem que não sabem, que
não viram…. São muito falsas;
- São pessoas com quem você não pode contar e menos ainda confiar;
- São pessoas que veem defeitos em tudo e em todos e fazem críticas ácidas e muitas vezes irônicas
sobre pessoas e situações. Parei de anotar. Achei que esta lista de nove exemplos bastaria para entendermos o que eles queriam dizer quando afirmaram que há <pessoas que se autossabotam= e o porquê não têm sucesso, nem pessoal, nem profissional e acabam sempre dando um tiro no próprio pé. Precisa mais? E você? Como é? Pense nisso. Sucesso!
Presença autêntica: O desafio real da liderança e — talvez o mais sutil — de expectativas. As organizações estão imersas num emaranhado complexo de mudanças tecnológicas, demandas humanas e pressões sistêmicas. No meio desse redemoinho, líderes muitas vezes se perdem tentando acompanhar tudo, esquecendo de um detalhe que não cabe nos dashboards, nem nos relatórios de desempenho: a presença. Sim, presença. Essa palavra simples, quase subestimada, carrega uma potência quase revolucionária. Porque estar presente, de verdade, é talvez uma das ações mais desafiadoras da liderança contemporânea. Na psicologia existencial, dizemos que estar presente é estar em contato com a experiência no aqui e agora, com autenticidade, abertura e responsabilidade.
E, para as neurociências, isso se traduz em termos práticos: atenção direcionada, autorregulação emocional, empatia ativa. Três qualidades cada vez mais raras — e, justamente por isso, tão essenciais. Presença é o novo luxo no ambiente organizacional. Um líder que se faz presente não necessariamente tem todas as respostas, mas tem espaço interno para escutar, perceber, sustentar a ambiguidade e fazer perguntas melhores. E como cultivar essa presença em meio à complexidade? Trago aqui três caminhos possíveis: mindfulness, escuta ativa e presença autêntica.
- Mindfulness: estar onde os pés estão:
Mindfulness — ou atenção plena — não é um modismo de bem-estar. É uma competência treinável, validada por diversas pesquisas em neurociência, que envolve a capacidade de manter a atenção no momento presente com curiosidade e sem julgamento. E isso, num contexto organizacional, pode significar a diferença entre reagir automaticamente e escolher conscientemente.
Coaching
Elisa Rosa Prospero Psicóloga e Psicoterapeuta, Educadora, Consultora, Coach Executiva e Escritora. <Faço do cuidado um aliado da vida que renasce a cada dia.= Inicia sua participação neste espaço, bimestralmente. Compartilha humanidades, natureza e arte através do @elisarosaprospero
Instagram ivemos em tempos de excesso. Excesso de informação, de estímulos, de velocidade, de metas, de reuniõesV
Sobre o autor
Prof. Luiz Marins, PhD
Antropólogo, professor, escritor, consultor e palestrante, com atuação reconhecida em motivação, comportamento humano e gestão empresarial.
Contato: www.marins.com.br