Por Prof. Douglas De Matteu, PhD | Revista Líderes — Edição 6
Artigo publicado originalmente na edição 6 da Revista Líderes. Os dados e referências refletem o período da publicação.

A saúde mental tornou-se uma preocupação crescente no Brasil. Os impactos alcançam relações familiares, desempenho acadêmico e produtividade no trabalho. Diante desse cenário, é importante conhecer abordagens que promovam bem-estar e buscar apoio profissional sempre que necessário.
Dados citados na edição mostravam aumento de 18,6% no uso de medicamentos relacionados a transtornos como depressão e ansiedade entre agosto de 2022 e agosto de 2024. Informações do Ministério da Saúde também registravam centenas de milhares de atendimentos por ansiedade e depressão na rede pública.
Os números oficiais não incluem todas as pessoas que enfrentam sofrimento emocional sem buscar ajuda. Por isso, saúde mental exige atenção individual, apoio social, ambientes saudáveis e acesso a profissionais qualificados.
O papel da PNL: uma abordagem prática
A Programação Neurolinguística reúne técnicas e estratégias voltadas à percepção de pensamentos, linguagem e comportamento. Ela pode apoiar processos de autoconhecimento e comunicação, sem substituir avaliação, diagnóstico ou tratamento realizado por profissionais de saúde.
1. Compreender pensamentos e significados
Os acontecimentos são importantes, mas a interpretação que damos a eles influencia nossas emoções. Um erro no trabalho pode ser visto apenas como fracasso ou também como oportunidade de aprendizado e correção.
2. Identificar padrões limitantes
Perceber pensamentos recorrentes é o primeiro passo para questioná-los. A frase “não consigo lidar com a pressão” pode ser substituída por uma formulação mais construtiva e realista: “posso aprender recursos para lidar melhor com essa situação”.
3. Escolher palavras mais construtivas
A linguagem influencia a forma como organizamos uma experiência. Trocar “fracasso” por “aprendizado” não apaga a dificuldade, mas pode abrir espaço para ação, responsabilidade e desenvolvimento.
4. Construir um mapa mais positivo
Recordar conquistas, habilidades e situações superadas ajuda a reconhecer recursos que já possuímos. Esse olhar fortalece a confiança para enfrentar desafios futuros.
5. Praticar o reenquadramento
Reenquadrar significa buscar outra perspectiva para uma situação. A perda de um emprego, por exemplo, continua sendo difícil, mas também pode iniciar um processo de aprendizado, reposicionamento ou mudança de carreira.
Psicologia Positiva e bem-estar
A Psicologia Positiva estuda aspectos que contribuem para uma vida significativa, como gratidão, resiliência, propósito e relacionamentos saudáveis. Ela não ignora problemas; busca fortalecer recursos para enfrentá-los.
- Pratique a gratidão. Registrar diariamente motivos de gratidão ajuda a direcionar a atenção para experiências positivas.
- Invista em relacionamentos. Conexões genuínas e uma rede de apoio fortalecem a segurança emocional.
- Desenvolva otimismo realista. Reconheça a dificuldade sem tratá-la como permanente ou impossível de resolver.
- Cuide do corpo e das pausas. Exercício, descanso e momentos de recuperação apoiam o equilíbrio e a capacidade de decisão.
- Busque propósito e engajamento. Alinhar atividades com valores pessoais favorece sentido e envolvimento.
Integrar práticas de autoconhecimento, relacionamentos saudáveis, pausas e propósito pode contribuir para ambientes mais humanos e produtivos. Quando houver sofrimento persistente, ansiedade intensa, depressão ou prejuízo à vida cotidiana, a orientação adequada é procurar um profissional de saúde qualificado.
Referências da publicação
ACHOR, Shawn. O Jeito Harvard de Ser Feliz. Saraiva, 2012. Associação Médica Brasileira, levantamento de 2024 sobre terapia e uso de medicamentos. Conselho Federal de Farmácia, levantamento de 2024 sobre medicamentos para saúde mental. O’CONNOR, Joseph. Manual de Programação Neurolinguística. Qualitymark, 2023. R7 Notícias, dados de 2024 sobre saúde mental.
Sobre o autor

Prof. Douglas De Matteu, PhD é CEO do Grupo IAPerforma e editor-chefe da Revista Líderes. Administrador, professor universitário, investidor, jornalista e escritor.